Trilhas de sabedoria e sustentabilidade: o jardim etnobotânico Guaraní Kaiowá Ka’a Porã

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.26767/colquio.23.4452

Palabras clave:

Jardim Etnobotânico, Guaraní Kaiowá, Educação Ambiental, Conhecimento Tradicional, Itinerários Culturais

Resumen

O Jardim Etnobotânico Guaraní Kaiowá Ka’a Porã é uma iniciativa de conservação ambiental e valorização cultural situada em Mato Grosso do Sul, Brasil, projetada para promover o conhecimento tradicional do povo Guaraní Kaiowá e fortalecer a educação ambiental. Integrado ao Caminho para os Ervais, o Jardim atua como um espaço educativo que conecta o saber ancestral ao conhecimento científico, proporcionando uma experiência de aprendizado significativo para estudantes, pesquisadores e visitantes. Por meio de uma gestão participativa, que envolve comunidades indígenas, educadores e instituições parceiras, o Jardim garante a proteção do conhecimento tradicional, assegurando uma repartição justa de benefícios derivados de produtos etnobotânicos. A integração com itinerários culturais fortalece seu impacto regional, promovendo o turismo cultural e a educação patrimonial. Este artigo analisa o Jardim como modelo replicável de conservação e educação crítica, destacando seus desafios e oportunidades no contexto do desenvolvimento sustentável. 

Biografía del autor/a

Carlos Busón Buesa, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Geólogo pela Universidade Complutense de Madri. Doutor em Educação e Comunicação pela UNED. Pós-Doutorado em Desenvolvimento Regional pelo PPGDRS/UEMS

Moisés Centenaro, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Doutor em Administração pela Unisinos. Professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento regional e de Sistemas Produtivos da UEMS

Citas

ARROYO, Miguel Gonzalez. Educação básica e movimento social do campo. Petrópolis: Vozes, 2009.

BUSON, Carlos Buesa; ZAMBERLAN, Carlos Otávio; SONAGLIO, Carla Maria; MISSIO, Fabrício José A proposta do caminho para os ervais: desenvolvendo territórios através da criação de itinerários culturais na fronteira Brasil-Paraguai. Espacio, Tiempo y Forma. Serie VI, Geografía, n. 13, p. 35–54, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.5944/etfvi.13.2020.27170. Acesso em: 12 maio 2025.

CAPRA, Fritjof. A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. São Paulo: Cultrix, 2004.

CENTRO AWAJÚN DE CULTURA E INTERCÂMBIO. Jardín Etnobotánico Nugkui. Disponível em: https://centroawajun.org/jardin-etnobotanico-nugkui/. Acesso em: 11 maio 2025.

CONVENÇÃO SOBRE DIVERSIDADE BIOLÓGICA. Convenção sobre Diversidade Biológica. Rio de Janeiro: 1992. Disponível em: https://www.cbd.int/. Acesso em: 12 maio 2025.

ECOSURES. Jardín Etnobotánico Comunitario ECOSURes. Disponível em: https://www.ecosures.org/. Acesso em: 11 maio 2025.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

GALANO, Carlos. Educação ambiental crítica. São Paulo: Cortez, 2012.

LÉVI-STRAUSS, Claude. O pensamento selvagem. Campinas: Papirus, 2002.

LOWENTHAL, David. O passado é um país estrangeiro. São Paulo: UNESP, 1998.

MONTENEGRO, Pedro. Libro primero de la propiedad y virtudes de los árboles y plantas de las misiones e provincia del Tucumán. Madrid: Biblioteca Nacional de España, 1711. Disponível em: http://bdh-rd.bne.es/viewer.vm?id=0000042551&page=1. Acesso em: 12 jun. 2018.

NAÇÕES UNIDAS. Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: https://sustainabledevelopment.un.org/. Acesso em: 11 maio 2025.

NAÇÕES UNIDAS. Agenda 21: Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Rio de Janeiro: ONU, 1992. Disponível em: https://sustainabledevelopment.un.org/outcomedocuments/agenda21. Acesso em: 11 maio 2025.

POSEY, Darrell Addison. Valores culturais e espirituais da biodiversidade: uma abordagem complementar à Convenção sobre Diversidade Biológica. Londres: United Nations Environment Programme (UNEP), 1999.

POSEY, Darrell Addison; DUTFIELD, Graham. Beyond Intellectual Property: Toward Traditional Resource Rights for Indigenous Peoples and Local Communities. Ottawa: International Development Research Centre, 1996.

PRIETO DE PEDRO, Jesús. La protección internacional de los bienes culturales. Paris: UNESCO, 2001.

SACHS, Ignacy. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: Garamond, 2008.

SANTILLI, Juliana. Agrobiodiversidade e direitos dos agricultores. São Paulo: Peirópolis, 2009.

SILVA, José Carlos; RIBEIRO, Ana Maria. Governança participativa e gestão ambiental em áreas protegidas. São Paulo: Annablume, 2018.

SILVA, José Carlos. Sustentabilidade financeira em projetos ambientais. São Paulo: Annablume, 2015.

TOLEDO, Víctor Manuel. Etnobotánica: uma perspectiva histórica e cultural. México: Fondo de Cultura Económica, 2002.

UNESCO. Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial. Paris: UNESCO, 2003. Disponível em: https://ich.unesco.org/en/convention. Acesso em: 11 maio 2025.

UNESCO. Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. Paris: UNESCO, 2005. Disponível em: https://es.unesco.org/creativity/convention. Acesso em: 11 maio 2025.

Publicado

2026-10-01