Estrutura produtiva, complexidade e desenvolvimento regional

evidências do eixo Salvador - Camaçari - Feira de Santana

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26767/colquio.23.4484

Palavras-chave:

Complexidade econômica, Desenvolvimento regional, Especialização produtiva, Estrutura produtiva

Resumo

O artigo analisa como complexidade econômica e especialização produtiva se associam à hierarquia territorial de 28 municípios do eixo Salvador-Camaçari-Feira de Santana, principal área de concentração econômica e industrial da Bahia. Com dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2024, referentes às indústrias extrativa e de transformação, combinam-se o Índice de Complexidade Econômica (ECI), baseado na Vantagem Comparativa Revelada adaptada ao emprego e na estrutura município-atividade, e o Índice de Concentração normalizado (ICn), aplicado a cinco fatores competitivos. Os municípios analisados apresentam ECI médio de 1,021 e diversidade média de 34,4 atividades, resultados superiores aos valores observados para a Bahia, de -0,319 e 24,79, respectivamente. A distribuição desses indicadores revela, contudo, expressiva heterogeneidade interna. Camaçari, Simões Filho, Salvador e Feira de Santana ocupam posições relevantes na estrutura produtiva regional, embora apresentem combinações distintas de complexidade, diversidade, emprego industrial e especialização. Nos fatores competitivos, predominam atividades intensivas em escala e baseadas em recursos naturais, enquanto as atividades baseadas em ciência permanecem mais restritas territorialmente. Os resultados indicam que complexidade e especialização constituem dimensões complementares da estrutura produtiva. Conclui-se que o eixo apresenta configuração concentrada, funcionalmente diferenciada e marcada por assimetrias territoriais de capacidades produtivas e especializações entre os municípios analisados.

Biografia do Autor

Mabel Diz Marques Mota, SENAI CIMATEC

Doutora em Economia pela UFBA e mestre em Economia pela UFSCar, com formação e trajetória de pesquisa concentradas em Economia Industrial, Economia da Inovação e Políticas Públicas, incluindo estudos sobre atividade inovativa, especialização e complexidade tecnológica e indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI). Possui experiência profissional e acadêmica em instituições como SENAI CIMATEC, Ipea e órgãos do Governo da Bahia, desenvolvendo e coordenando estudos sobre competitividade industrial, inovação, prospecção tecnológica, política industrial, desenvolvimento regional e avaliação de políticas públicas. No SENAI CIMATEC, atua na construção de indicadores, diagnósticos econômicos e produtivos, análise de mercado e de patentes, elaboração de roadmaps e estudos aplicados a tecnologias emergentes, incluindo tecnologias quânticas, hidrogênio verde e saúde. Sua trajetória combina pesquisa aplicada, formulação de políticas, análise de dados, interlocução com stakeholders e produção de estudos técnicos voltados à tomada de decisão pública e empresarial.

Raphael de Oliveira Silva, FINDES

Profissional da área de Economia, com ênfase em Política Pública, Desenvolvimento Regional e Economia Industrial. Doutorando em Economia pela Universidade Federal da Bahia, Mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de São Carlos (2017) e graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal Fluminense (2014). Experiência como pesquisador no Programa de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional (PNPD) da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Atual Especialista do Observatório da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (FINDES), Consultor do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) e Professor Orientador de Cursos de Pós-Graduação MBA da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (USP-Esalq).

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Publicado

2026-10-06