Economia criativa e desenvolvimento: um estudo do Grupo Canção Nova em Cachoeira Paulista/SP

Bruno Nascimento Vieira Da Cunha, Monica Franchi Carniello, Edson Trajano Vieira

Resumo


Economia Criativa é um conceito contemporâneo e se apresenta como fonte de geração de atividade econômica na perspectiva do desenvolvimento regional. O artigo visa analisar como surgiu e se organiza a Economia Criativa no Grupo Canção Nova em suas ações, atividades, produtos, serviços e profissionais criativos no município de Cachoeira Paulista/SP. Estabelecida em um ambiente tradicional, pouco urbanizado e não populoso, de marcante presença religiosa histórica, não multicultural e de baixa pluralidade, o Grupo Canção Nova em Cachoeira Paulista representa uma forma diversa ao relatado até então pela literatura. A metodologia contemplou pesquisa documental, coleta de dados qualitativos por meio de entrevistas em profundidade com profissionais criativos do Grupo Canção Nova. Foram considerados também dados de registros documentais de marcas e direitos autorais, e comparados com os dados qualitativos das entrevistas e levantados dados do mapeamento de Economia Criativa no município, realizado pela FIRJAN entre os anos de 2004 a 2015. Os resultados demostram a aproximação do Grupo Canção Nova com o conceito de indústria criativa. A análise demonstrou que houve contribuição para o desenvolvimento nas dimensões econômica e social do município, seja por meio da própria Economia Criativa do Grupo, seja pelo suporte que esta representa às atividades sociais.

Texto completo:

PDF

Referências


ABIB, M. .J. Canção Nova uma obra de deus. (Canção Nova ed.). São Paulo, 2012.

ADORNO, T; HORKHEIMER, M. Dialética Do Esclarecimento: Fragmentos Filosóficos. 2 ed. Tradução Guido Antônio de Almeida. Rio de Janeiro: Zahar 1985.

BENDASSOLLI, Pedro F. et al. Indústrias criativas: definição, limites e possibilidades. Revista de Administração de Empresas, n. 49, v.1, p. 10-18, 2009.

BRITISH COUNCIL (United Kingdom). A economia criativa: um guia introdutório. Londres: British Council, 2010.

CANUTO, R.A. A influência da expansão da comunidade católica Canção Nova no desenvolvimento de Cachoeira Paulista/SP e seus reflexos nos âmbitos social e econômico. São Paulo. Tese de Doutorado. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.2017. Disponível em: . Acesso em: 2 de fevereiro de 2018.

CARVALHAL, F.; MUZZIO, H.. Economia criativa e liderança criativa: uma associação (im)possível? REAd. Rev. eletrôn. adm.(Porto Alegre),[online]. 2015, vol. 21, n. 3, pp. 659-688.

DALLABRIDA, V. .R. Economia, Cultura E Desenvolvimento: Uma Primeira Aproximação Sobre As Origens Teóricas Da Abordagem Do Tema. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, n. 12, v. 2, p. 282-299, 2011. Retrieved 20 february, 2019, from .

DCMS (Department for Culture, Media and Sport). Gov.uk. Creative Industries Mapping Documents. 1998. [Online]. [20 February 2019]. Available from: https://www.gov.uk/government/publications/creative-industries-mapping-documents-1998.

FERREIRA, M. A. G; SANCHES, F.O. Análise do processo de crescimento urbano da cidade de Cachoeira Paulista (SP) de 1985-2007 utilizando técnicas de sensoriamento remoto. Porto Alegre: Anais do XVI Encontro Nacional dos Geógrafos, 2010. Acessado em 20 fevereiro 2019. Disponível em: http://www.conhecer.org.br/enciclop/2010b/analise%20do%20processo.pdf

FIRJAN. Mapeamento da indústria criativa no Brasil. SESI/SENAI, Rio de Janeiro, 2016. Acessado em 20 fevereiro 2019. Disponível em: https://www.firjan.com.br/economiacriativa

FLORIDA, R. A ascensão da Classe Criativa. Porto Alegre: Ed. L&PM, 2011.

FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II. Relatório de atividades de 2015, 2016. Cachoeira Paulista. Fundação João Paulo II.

FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II. Balanço patrimonial e demonstrações contábeis de 2015, 2016. Cachoeira Paulista.

HARVEY, D. A condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo: Loyola, 1993.

HOWKINS, J. The Creative Economy. How people make money from ideas London: Penguin Press, 2001.

HOWKINS, J. A Economia Criativa. Como Ganhar Dinheiro com Ideias Criativas. London: Penguin Press., 2011.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios: síntese de indicadores 2010. Rio de Janeiro: IBGE. Acessado em 20 fevereiro 2019. Disponível em: https://ww2.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pnad_continua/default.shtm

LEITÃO, C. Criatividade e diversidade cultural brasileira como recursos para um novo desenvolvimento. In: Plano da Secretaria da Economia Criativa: políticas, diretrizes e ações, 2011-2014. Ministério da Cultura (Org.). Brasília: Ministério da Cultura, 2011.

MORENO, P. A. C. (2015) Turismo religioso católico no brasil: perspectivas e desafios de um crescente setor econômico. Juiz de Fora: Anais Do XIV Simpósio Nacional da ABHR. Acessado em 20 fevereiro 2019. Disponível em: http://www.abhr.org.br/plura/ojs/index.php/anais/article/view/920

MIGUEZ, P. Economia Criativa: uma discussão preliminar. In: NUSSBAUMER, Gisele Marchiori (Org.). Teorias e políticas da cultura: visões multidisciplinares. Salvador: EDUFBA. Coleção CULT, 1., 2007, p.96-97.

MUZZIO, H.; PAIVA JÚNIOR, F. G.. A Gestão na Economia Criativa e a Identidade do Indivíduo Criativo Inovador: Em Busca de uma Convergência. In: Encontro da ANPAD, 38, 2014, Rio de Janeiro, RJ. Anais... Rio de Janeiro, 2014.

ONU, UNCTAD. Creative Economy Report 2010– Creative Economy: A Feasible Development Option. UN. 2010. Acessado em 20 fevereiro 2019. Disponível em: https://unctad.org/en/docs/ditctab20103_en.pdf

ONU, UNCTAD Creative Economy Report 2013– Creative Economy: A Feasible Development Option. UM. 2013. Acessado em 20 fevereiro 2019. Disponível em: http://www.unesco.org/culture/pdf/creative-economy-report-2013.pdf

PIRES, Vladimir Sibylla,; ALBAGLI, Sarita. Estratégias empresariais, dinâmicas informacionais e identidade de marca na economia criativa. Perspectivas em Ciência da Informação, 17(2), 2012. , p.109-122. https://dx.doi.org/10.1590/S1413-99362012000200008

ROMER, P. . Increasing returns and long run growth.The Journal of Political Economy, Chicago, v. 94, n. 5, 1986, p. 1002-1037. Acessado em 20 fevereiro 2019. Disponível em: http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.589.3348&rep=rep1&type=pdf

REIS, A. C. F. . Transformando a criatividade brasileira em recurso econômico. In: economia criativa como estratégia de desenvolvimento: uma visão dos países em desenvolvimento. Itaú Cultural, 2008. pp. 126-143.

REIS, A. C. F. Cidades Criativas, burilando um conceito em formação. São Paulo, Iara Revista de Moda, Cultura e Arte.v. 4 n° 1, 2011. Acessado em 20 fevereiro 2019. Disponível em: http://www1.sp.senac.br/hotsites/blogs/revistaiara/wp-content/uploads/2015/01/12_IARA_vol4_n1_Reflexoes.pdf

SANTOS, E.L et al. Desenvolvimento: um conceito multidimensional. DRD, n. 1, ano 2. , 2012. Acessado em 20 fevereiro 2019. Disponível em: http://recipp.ipp.pt/bitstream/10400.22/1858/1/ART_ElinaldoSantos_2012.pdf

VIEIRA, E. T.; SANTOS F. R.; CARNIELLO, M. F.. Economia criativa e o desenvolvimento no município de Taubaté-SP. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional. Taubaté, v. 12, n. 2, 2016. P. 161-184. Acessado em 20 fevereiro 2019. Disponível em: .

VIEIRA, E.T.. Industrialização e políticas de desenvolvimento regional: o Vale do Paraíba paulista na segunda metade do século XX. Tese de Doutorado em História Econômica. USP, 2009.




DOI: https://doi.org/10.26767/coloquio.v17i1.1582

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.