Laços comunitários e instituições

capital social, políticas públicas e segurança alimentar nos polos agroflorestais de Rio Branco, Acre

Autores

  • Francileide Lopes do Nascimento Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (IFAC) https://orcid.org/0009-0005-2775-4472
  • Luiz Manoel de Moraes Camargo Almeida Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) https://orcid.org/0000-0003-3066-9170
  • Vera Lucia Silveira Botta Ferrante Universidade de Araraquara (UNIARA)
  • Monyele Camargo Graciano Universidade Federal de Goiás (UFG)
  • Leandro de Lima Santos Universidade Federal de Goiás (UFG) https://orcid.org/0000-0001-8413-5372

DOI:

https://doi.org/10.26767/colquio.23.4438

Palavras-chave:

Capital Social, Segurança Alimentar, Agricultura Familiar, Desenvolvimento Local, Políticas Públicas

Resumo

Os polos agroflorestais constituem uma experiência de política pública voltada à permanência e à reprodução social de famílias agricultoras no entorno urbano de Rio Branco, Acre. Este estudo analisa como diferentes dimensões do capital, expressas nos laços comunitários e nas formas de ação coletiva, social se articulam às condições de segurança alimentar das famílias residentes nos polos Custódio Freire e Wilson Pinheiro, considerando também fatores produtivos, econômicos e institucionais que condicionam essa relação. Trata-se de estudo de caso comparativo, de caráter exploratório e descritivo, com abordagem quantitativa e qualitativa. A amostra intencional foi composta por 25 famílias, sendo nove residentes no Polo Custódio Freire e dezesseis no Polo Wilson Pinheiro. Foram utilizados uma versão adaptada do Questionário Integrado para Medir Capital Social (QI-MCS), a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) e entrevistas semiestruturadas. Os resultados indicam a coexistência de práticas de solidariedade e disposição para cooperação com baixa confiança institucional, participação associativa descontínua e dificuldades de organização coletiva. Verificou-se, ainda, que a segurança alimentar está associada a um conjunto mais amplo de condições, envolvendo renda, autoconsumo, diversidade produtiva, infraestrutura, assistência técnica e acesso a políticas públicas. Conclui-se que o capital social constitui recurso relevante para a construção de capacidades coletivas, mas sua mobilização depende de condições materiais e institucionais capazes de transformar vínculos comunitários em estratégias duradouras de desenvolvimento local e enfrentamento das vulnerabilidades alimentares.

Biografia do Autor

Francileide Lopes do Nascimento, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (IFAC)

Doutora em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente pela Universidade de Araraquara (UNIARA) e mestra em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente pela mesma instituição. Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (IFAC), com atuação nas áreas de desenvolvimento territorial, agricultura familiar, políticas públicas, meio ambiente e sustentabilidade. Desenvolve pesquisas relacionadas às dinâmicas territoriais, às políticas públicas e às estratégias de desenvolvimento sustentável, com atenção às questões rurais e ambientais. ORCID: https://orcid.org/0009-0005-2775-4472. Lattes: http://lattes.cnpq.br/8411458921710610. E-mail: francileide.nascimento@ifac.edu.br.

Luiz Manoel de Moraes Camargo Almeida, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), mestre em Engenharia de Produção e graduado em Engenharia de Produção Agroindustrial pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Professor Titular do Centro de Ciências da Natureza do Campus Lagoa do Sino da UFSCar e Pró-Reitor de Administração Multicampi. Professor e pesquisador dos Programas de Pós-Graduação em Gestão de Organizações e Sistemas Públicos da UFSCar e em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente da Universidade de Araraquara (UNIARA). Atua nas áreas de Desenvolvimento Territorial, Gestão Pública, Políticas Públicas, Sistemas Agroindustriais, Segurança Alimentar, Ruralidades e Redes, com desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão voltados às políticas públicas, ao desenvolvimento rural e às dinâmicas territoriais. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3066-9170. Lattes: http://lattes.cnpq.br/5053214724598522. E-mail: luizmanoel@ufscar.br.

Vera Lucia Silveira Botta Ferrante, Universidade de Araraquara (UNIARA)

Doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) e graduada em Ciências Sociais pela mesma instituição. Professora aposentada da UNESP e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente da Universidade de Araraquara (UNIARA). Bolsista de Produtividade em Pesquisa Sênior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Coordena o Núcleo de Pesquisa e Documentação Rural (NUPEDOR) e atua na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia Rural, assentamentos rurais, reforma agrária, políticas públicas, lutas sociais e ruralidades. Participa de redes de pesquisadores latino-americanos voltadas à discussão das ruralidades e dos dilemas contemporâneos do mundo agrário. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0679-3852. Lattes: http://lattes.cnpq.br/7454508605039228. E-mail: vbotta@techs.com.

Monyele Camargo Graciano, Universidade Federal de Goiás (UFG)

Doutora em Ciência Política pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), mestra em Agronegócio pela Universidade Federal de Goiás (UFG), especialista em Direito Civil e bacharela em Direito. Professora da Universidade Federal de Goiás, com atuação na área de Ciência Política, e integrante do Núcleo de Pesquisa e Extensão Rural (NuPER). Desenvolve pesquisas sobre políticas públicas, políticas agrárias, desenvolvimento territorial, sustentabilidade, regularização fundiária e sistemas políticos, com ênfase nas relações entre instituições políticas, políticas públicas e desenvolvimento rural. Atua também nas áreas de Direito Civil, Direito Agrário e Direito Ambiental. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5552-1562. Lattes: http://lattes.cnpq.br/4850029029622463. E-mail: monyelecamargo@ufg.br.

Leandro de Lima Santos, Universidade Federal de Goiás (UFG)

Doutor em Sociologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG), mestre em Agronegócio pela mesma instituição, especialista em Direito Agrário e graduado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). Professor da Universidade Federal de Goiás, vinculado à Faculdade de Ciências Sociais (FCS), e docente do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFG, do Programa de Pós-Graduação em Conservação e Sustentabilidade da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente da Universidade de Araraquara (UNIARA). Coordenador do Grupo de Pesquisa TERRAS – Territórios, Ruralidades e Redes Alimentares Sustentáveis. Atua nas áreas de Sociologia Rural, Políticas Públicas e Economia Agrária, com ênfase em políticas agrárias e fundiárias, conflitos socioambientais, agricultura familiar, desenvolvimento territorial, segurança alimentar e nutricional, sustentabilidade, governança e capital social. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8413-5372. Lattes: http://lattes.cnpq.br/2750978055015275. E-mail: leandro.santos@ufg.br.

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Publicado

2026-08-21