Laços comunitários e instituições
capital social, políticas públicas e segurança alimentar nos polos agroflorestais de Rio Branco, Acre
DOI:
https://doi.org/10.26767/colquio.23.4438Palabras clave:
Capital Social, Segurança Alimentar, Agricultura Familiar, Desenvolvimento Local, Políticas PúblicasResumen
Os polos agroflorestais constituem uma experiência de política pública voltada à permanência e à reprodução social de famílias agricultoras no entorno urbano de Rio Branco, Acre. Este estudo analisa como diferentes dimensões do capital, expressas nos laços comunitários e nas formas de ação coletiva, social se articulam às condições de segurança alimentar das famílias residentes nos polos Custódio Freire e Wilson Pinheiro, considerando também fatores produtivos, econômicos e institucionais que condicionam essa relação. Trata-se de estudo de caso comparativo, de caráter exploratório e descritivo, com abordagem quantitativa e qualitativa. A amostra intencional foi composta por 25 famílias, sendo nove residentes no Polo Custódio Freire e dezesseis no Polo Wilson Pinheiro. Foram utilizados uma versão adaptada do Questionário Integrado para Medir Capital Social (QI-MCS), a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) e entrevistas semiestruturadas. Os resultados indicam a coexistência de práticas de solidariedade e disposição para cooperação com baixa confiança institucional, participação associativa descontínua e dificuldades de organização coletiva. Verificou-se, ainda, que a segurança alimentar está associada a um conjunto mais amplo de condições, envolvendo renda, autoconsumo, diversidade produtiva, infraestrutura, assistência técnica e acesso a políticas públicas. Conclui-se que o capital social constitui recurso relevante para a construção de capacidades coletivas, mas sua mobilização depende de condições materiais e institucionais capazes de transformar vínculos comunitários em estratégias duradouras de desenvolvimento local e enfrentamento das vulnerabilidades alimentares.
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