Mulheres gaúchas em tempos de competição eleitoral: o perfil das prefeitas eleitas em 2016

Luciana Scherer, Louise de Lira Roedel Botelho

Resumo


Ao longo dos tempos, as mulheres têm passado por mudanças quanto ao seu papel na sociedade. A entrada da mulher no mercado de trabalho permite novas configurações de liderança e de exercício de poder, emergindo situações em que elas passaram a ocupar cargos e funções até então desempenhadas exclusivamente por homens. A evolução dos modelos gerenciais públicos tem permitido que um número cada vez maior de mulheres ocupe espaço na política e na administração pública. No entanto, chama a atenção que, embora o número de mulheres atuantes na política tenha aumentado ao longo dos últimos anos, esse número ainda é sub-representado, se comparado ao número de homens. O objetivo principal deste trabalho é buscar alguns elementos epistemológicos sobre o sistema eleitoral brasileiro e sobre as questões de gênero na política. Como objeto concreto, apresenta-se o número de prefeitas e o respectivo perfil dessas mulheres eleitas no último pleito, em 2016, para atuarem nas gestões municipais entre os anos de 2017 e 2020. A partir das investigações, contata-se que o Rio Grande do Sul elegeu, em 2016, 31 prefeitas dentre os 497 municípios gaúchos, número este que caracteriza a sub-representação feminina no comando das administrações públicas municipais.

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DOI: https://doi.org/10.26767/coloquio.v16i1.1209

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