A evolução do setor sucroenergético no Brasil pós flex-fuel (2003-2025)

condicionantes e perspectivas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26767/colquio.23.4384

Palavras-chave:

Agroindústria, biocombustíveis, Renovabio, segurança alimentar, descarbonização

Resumo

Este artigo analisa as transformações estruturais do setor sucroenergético entre 2003 e 2025. O objetivo é identificar os fatores econômicos e institucionais que moldaram a trajetória da atividade após a introdução dos veículos flex-fuel. A metodologia adota abordagem qualitativa e explicativa, com o uso do método histórico-dedutivo e levantamento de dados secundários da CONAB, ANFAVEA e UNICA. O tratamento estatístico e a organização das séries históricas ocorreram na linguagem R. Os resultados demonstram que a tecnologia de combustíveis flexíveis se estabilizou em patamares superiores a 80% dos licenciamentos nacionais, o que garantiu segurança de demanda e elevou o piso produtivo de etanol para mais de 30 bilhões de litros anuais. Observa-se uma reconfiguração geográfica em direção ao Centro-Oeste, impulsionada pela ascensão do milho como matéria-prima complementar, o que reduziu a ociosidade industrial e gerou coprodutos relevantes para a nutrição animal. A análise evidencia a resiliência da oferta de biocombustíveis frente às oscilações no mercado de veículos novos e à volatilidade dos preços internacionais do açúcar. Conclui-se que marcos regulatórios como o RenovaBio consolidaram o combustível renovável como ativo estratégico na agenda climática global. 

Biografia do Autor

Natalia Guzella Perin, Unioeste

Doutorando em Desenvolvimento Regional e Agronegócio pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). 

Wellington Francisco Bescorovaine, Unioeste

Doutorando em Desenvolvimento Regional e Agronegócio pelo PGDRA da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Bolsista Capes. 

Alondra Aurelia Palma Fernández, Unioeste

Doutorando em Desenvolvimento Regional e Agronegócio pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). 

Pery Francisco Assis Shikida, Unioeste

Pós-doutor pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Doutor em Economia Aplicada e Mestre em Economia Agrária pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"/Universidade de São Paulo, Economista pela Universidade Federal de Minas Gerais. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq desde 2003. 

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Publicado

2026-08-13