A evolução da teoria do desenvolvimento rural e suas contribuições para a compreensão do semiárido brasileiro

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.26767/colquio.23.4496

Palabras clave:

Território, Mudança climática, Nova ruralidade, Capital social

Resumen

Este artigo analisa a evolução das principais abordagens teóricas do desenvolvimento rural e discute sua aplicabilidade ao contexto do Semiárido brasileiro. A investigação partiu da constatação de que a região apresenta desafios relacionados à escassez hídrica, à vulnerabilidade às mudanças climáticas, à pobreza e à degradação ambiental — fatores que demandam a produção de conhecimento capaz de subsidiar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e narrativa da literatura dos últimos sessenta anos. O estudo mapeia a transição paradigmática da modernização agrícola (1950-1970) às abordagens da nova ruralidade, desenvolvimento territorial e desenvolvimento sustentável, culminando no reconhecimento das epistemologias locais e da convivência com o Semiárido. Os resultados indicam que os modelos produtivistas clássicos se revelaram inadequados às especificidades regionais, ao passo que as abordagens territoriais e endógenas – centradas no capital social, na governança local, na pluriatividade e na valorização dos saberes camponeses – oferecem fundamentos mais robustos para orientar políticas públicas inclusivas e sustentáveis. Conclui-se que o desenvolvimento rural no Semiárido depende da superação do paradigma do combate à seca, da diversificação produtiva, do fortalecimento da agricultura familiar e da construção de capacidades institucionais e humanas territorialmente situadas.

Biografía del autor/a

Helder Pita Rocha, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Possui Graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Ceará (UFC). É Mestre e Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Economia Rural (PPGER) da UFC. Atualmente é tecnologista de informações estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Filipe Augusto Xavier Lima, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Professor na área de Extensão e Desenvolvimento Rural, vinculado ao Departamento de Economia Agrícola (DEA) do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal do Ceará (UFC). Na Pós-Graduação, é membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Economia Rural (PPGER) e professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA), ambos da UFC.

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Publicado

2026-10-27