Aracaju em transição metropolitana

Crescimento do entorno, pressão funcional e reconfiguração urbana da RMA

Authors

DOI:

https://doi.org/10.26767/colquio.23.4352

Keywords:

Aracaju, metropolização, Região Metropolitana de Aracaju, mobilidade urbana, demografia urbana

Abstract

Este artigo analisa a transição metropolitana recente de Aracaju, capital de Sergipe, a partir da hipótese de que a pressão urbana percebida mais recentemente na capital decorre menos de um crescimento demográfico excepcional do município-sede e mais da intensificação funcional da Região Metropolitana de Aracaju (RMA). A pesquisa é exploratória, descritiva e comparativa, baseada em dados secundários de fontes oficiais - Censos Demográficos do IBGE, estimativas populacionais municipais de 2025, legislação metropolitana, estatísticas de frota e movimentação aeroportuária - e em bases técnicas reconhecidas, como estudos do Observatório das Metrópoles e índices FipeZAP. A estratégia empírica combina análise longitudinal de Aracaju, comparação intra-metropolitana entre núcleo e entorno e comparação regional contextual com João Pessoa, Natal e Maceió, sem pretender medir diretamente migração ou pendularidade. Os resultados indicam que Aracaju não apresenta crescimento populacional municipal excepcional: entre 2010 e 2022, a capital cresceu 5,53%. Entretanto, a RMA cresceu 11,53% no mesmo período e alcança 981.401 habitantes na estimativa municipal agregada de 2025. O crescimento é internamente assimétrico, com destaque para Barra dos Coqueiros, cuja população aumentou 66,20% entre 2010 e 2022 e 80,87% entre 2010 e 2025. A análise trabalha com evidências indiretas, ou proxies, de intensificação metropolitana: crescimento do entorno, alteração da razão RMA/Aracaju, motorização, pressão locacional na locação residencial e aumento de circulação aeroportuária. Conclui-se que Aracaju deve ser interpretada como núcleo de uma região metropolitana formal cuja dinâmica funcional ultrapassa os limites administrativos do município, embora a mensuração direta de migração e pendularidade dependa de tabulações censitárias específicas.

Author Biographies

Lucas Silva Pedrosa, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Doutorando em Demografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Dinter UFRN/UFS). Mestre em Economia pela Universidade Federal de Sergipe. Gestor Governamental (EPPGG) do Estado de Sergipe. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5739-5320. Lattes: http://lattes.cnpq.br/8491535808542925. E-mail: lucas.pedrosa.servidor@gmail.com. 

Flávio Henrique Miranda de Araújo Freire, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Doutor em Demografia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professor do Programa de Pós-graduação em Demografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-7416-9947. Lattes: http://lattes.cnpq.br/7623751650258443. E-mail: flavio.freire@ufrn.br.

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Published

2026-07-29