LETRAMENTO CIENTÍFICO NAS AULAS DE FÍSICA: UM DESAFIO PARA O ENSINO MÉDIO

Heitor Felipe da Silva, Ana Beatriz Gomes Pimenta de Carvalho

Resumo


Muitas pessoas consideradas alfabetizadas pelas vias formais de ensino se apresentam incapazes de interpretar o conteúdo lido em um texto ou observados em um discurso oral, mostrando a inabilidade à identificação e extração de dados contidos nessas informações para a construção das suas afirmações acerca do tema apresentado. Apesar das diferenças entre as propostas teóricas, a alfabetização pode ser definida como o nível mínimo de habilidades de leitura e escrita que uma pessoa deve ter para participar da comunicação escrita. Neste artigo, tratamos da conceituação feita sobre Letramento Científico e Alfabetização Científica e as relações que elas possuem com a construção cidadã do indivíduo. A pesquisa foi desenvolvida em uma Escola de Referência do Ensino Médio, dentro da disciplina de Física com uma turma de segundo ano. Para a formulação deste artigo, foi adotada a metodologia da pesquisa participante, fazendo uso das observações presenciais juntamente com a pesquisa bibliográfica que dá embasamento a este trabalho. Como aporte teórico utilizamos estudos de autores como Cunha (2017), Dias (2017) Freire (1990), Ogunkola (2013), entre outros autores, e documentos oficiais regulatórios para a educação brasileira. Como resultados, foi percebido que o baixo nível de Letramento Científico demonstrado por alguns alunos está relacionado à pouca compreensão que eles possuem sobre os conteúdos das Ciências Naturais, os fazendo ter uma visão reducionista da importância do estudo da Física, pois não se enxergam como sujeitos que podem participar de maneira ativa no desenvolvimento de ações que envolvem ciência e tecnologia.

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Redin - Revista Educacional Interdisciplinar

ISSN: 2594-4576