GEOMETRIA ANALÍTICA NO ENSINO SUPERIOR: UMA PROPOSTA DE ENSINO HÍBRIDO

PATRICIA PUJOL GOULART CARPES, JANILSE FERNANDES NUNES, IURE LAMMEL MARQUES, ELENI BISOGNIN BISOGNIN

Resumo


O processo de ensino e aprendizagem no ensino superior tem modificado tanto o papel do professor quanto do aluno perante às tecnologias digitais. O presente trabalho visa apresentar e discutir as potencialidades e limitações de uma sequência de ensino elaborada a partir do ensino híbrido em um componente curricular de geometria analítica no ensino superior. Para tal, elaborou-se uma sequência de três aulas via o ensino híbrido com os recursos digitais do ambiente virtual Moodle e do software GeoGebra, assim como, de roteiros com um caráter investigativo e rotação por estações como metodologias ativas. A primeira aula explorou os pontos e vetores diretores para a determinação das equações da reta e suas classificações via um roteiro e, após, foi proposta uma atividade à distância por meio do Moodle, com a ferramenta Fórum. Os alunos deveriam desenvolver uma atividade envolvendo os conceitos abordados em aula, assim como, realizar comentários à atividade do colega. A segunda aula, iniciou com a retomada dos conceitos da última aula a partir das atividades e comentários realizados no Moodle. Na sequência, foi proposto um roteiro para problematizar as equações do plano e, ainda, a metodologia rotação por estações para explorar as posições relativas de reta e plano em cada estação. A atividade à distância proposta nesta aula, foi a construção de um material colaborativo versando sobre as posições relativas entre objetos matemáticos via ferramenta Wiki do Moodle. Na terceira aula, foi apresentado o material colaborativo de cada grupo e, por fim, foi explorado o tema distância entre objetos matemáticos via um roteiro. Os dados foram analisados de forma qualitativa e apontam que os alunos são receptíveis a proposta de ensino híbrido para a compreensão de objetos matemáticos, entretanto ainda estão presos às explanações do professor como fonte de conhecimento e organização das informações. A participação dos alunos em aula e à distância foi maciça. Por meio das atividades e metodologias adotadas nesta sequência, percebe-se que os alunos são mais questionadores, tendem a justificar suas respostas com argumentos, além dos cálculos. Neste ambiente o professor é visto como um mediador e necessário para mediar as informações (conceitos) e a aprendizagem dos seus alunos.


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Redin - Revista Educacional Interdisciplinar

ISSN: 2594-4576