Instalação de uma microcentral hidroelétrica na estação de tratamento de água Niterói em Canoas/RS

Rafael Pinto da Cunha, Jorge Marcelo Wohlgemuth

Resumo


A Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN) tem como a sua segunda maior despesa, dentro dos seus custos totais, o gasto com energia elétrica. A Unidade de Saneamento de Canoas é o maior sistema da CORSAN e, portanto, uma das que possui maior consumo de energia elétrica. As Estações de Tratamento de Água da CORSAN, em Canoas, são usinas purificadoras de água com elevados gastos de energia. Entretanto, existem dentro dessas plantas, grandes potenciais de geração de energia elétrica, através da transformação da energia cinética (movimento) e, menos um pouco, de posição (altura) em energia mecânica e, consequentemente, em energia elétrica. A Estação de Tratamento de Água Niterói em Canoas é abastecida com água bruta do manancial Arroio das Garças, até o Salto hidráulico. Após a massa líquida transpor o Salto hidráulico, desloca-se pela Calha Parshall até o floculador/decantador. Para a geração de energia na Calha Parshall, utilizou-se o conceito da roda de alcatruzes de baixo (moinho). Assim, o presente trabalho tem como objetivo avaliar o aproveitamento do deslocamento da massa líquida na Calha Parshall (Salto hidráulico) da Estação de Tratamento de Água (ETA) Niterói, em Canoas, na geração de energia elétrica. A partir das características de operação da hidráulica Niterói, cálculos foram realizados para determinar a potência elétrica efetiva, determinar a corrente elétrica disponível e avaliar a economia obtida na implantação de uma Microcentral Hidroelétrica. Os resultaram apontaram uma potência elétrica efetiva (P e) , em uma hora de operação da ETA, de 5,32 KW/h e uma corrente elétrica disponível (I e ) de 24 amperes. Assim, estima-se, com certa margem de segurança, a geração de energia elétrica suficiente para a alimentação de vinte lâmpadas eletrônicas instaladas no decantador da ETA Niterói, proporcionando uma economia inicial de R$ 600, 00/mês. Acredita-se que a disponibilidade de energia elétrica gerada na Calha Parshall da ETA Niterói seria ainda maior e mais eficiente aprofundando-se os cálculos iniciados neste estudo e utilizando-se equipamentos mais modernos na fabricação de um primeiro protótipo.


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Referências


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