A Relação Entre os Esquemas Iniciais Desadaptativos e as Crenças Sobre o Amor em Adultos Brasileiros

The Relationship Between Initial Maladaptive Schemes and Beliefs About Love in Brazilian Adults

Autores

  • Jessica Camargo Dornelles Universidade Feevale
  • Juliana Pureza

Resumo

A Teoria do Esquema (TE) se propõe a investigar e auxiliar no enfrentamento dos esquemas desadaptativos aprendidos na infância e na adolescência que podem interferir negativamente na qualidade de vida das pessoas.  Este trabalho tem como objetivo investigar as relações entre os Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs) e as Crenças sobre o Amor em adultos brasileiros. A amostra foi constituída por 156 participantes e foram utilizados os seguintes instrumentos: questionário sociodemográfico; Questionário de Esquemas de Young e Escala de Atitudes do Amor. Os resultados apresentaram 49 correlações significativas entre EIDs e os tipos de amor estudados. Todos os domínios esquemáticos apresentaram correlação positiva e altamente significativa com o tipo de amor Mania e Ágape. O tipo de amor Ludus apresentou correlação positiva significativa com os domínios Desconexão e Rejeição; Limites Prejudicados e Supervigilância e Inibição. Storge não apresentou correlação significativa com nenhum dos domínios, enquanto Pragma apresentou correlação significativa apenas com o esquema Padrões Inflexíveis. As relações entre os EIDs e as crenças sobre o amor foram discutidas à luz da Teoria dos Esquemas, concluindo que os EIDs interferem nos padrões de relacionamento que as pessoas estabelecem. Compreender essas correlações é de grande relevância para auxiliar as pessoas na identificação e enfrentamento dessas dificuldades possibilitando, assim, que elas desenvolvam relacionamentos mais satisfatórios.

Palavras-chave: crenças sobre o amor; EIDs; relacionamento; teoria do esquema.

Referências

Bowlby, J. Apego. 1ª Edição Brasileira. São Paulo: Martins Fontes Editora LTDA., 1984, Volume 1.

Bowen, Murray. De la familia al individuo: la diferenciación del sí mismo en el sistema familiar. 1ª Edição. Barcelona: Editora Paidos, 1991.

Carter, B; McGoldrik, M. (2011) As Mudanças no Ciclo de Vida Familiar: Uma estrutura para terapia familiar. 2ª Edição. Porto Alegre: ARTMED.

Correia, Filipa, & Mota, Catarina Pinheiro. (2016). Ambiente familiar e qualidade da vinculação amorosa: Papel mediador da individuação em jovens adultos. Análise Psicológica, 34(1), 15-29. https://doi.org/10.14417/ap.1018

Fiorini, Milena Carolina, Müller, Fernanda Graudenz, & Bolze, Simone Dill Azeredo. (2018). Diferenciação do self: revisão integrativa de artigos empíricos internacionais. Pensando famílias, 22(1), 146-162. Recuperado em 14 de novembro de 2023, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-494X2018000100012&lng=pt&tlng=pt.

Fiorini, M. C., & Bardagi, M. P. (2018). Funcionamento Familiar, Diferenciação do Self e Adaptabilidade de Carreira de Universitários Brasileiros. Psicología desde el Caribe: revista del Programa de Psicología de la Universidad del Norte, 35(3), 210-223. https://doi.org/10.14482/psdc.35.3.155.2

Minuchin, S. (1982). Familias Funcionamento & Tratamento. Porto Alegre: Artes Médicas Sul LTDA.

Mota, C. P., & Rocha, M. (2012). Adolescência e jovem adultícia: crescimento pessoal, separação-individuação e o jogo das relações. Psicologia: Teoria E Pesquisa, 28(3), 357–366. https://doi.org/10.1590/S0102-37722012000300011.

Martins, Elizabeth Medeiros de Almeida, Rabinovich, Elaine Pedreira, & Silva, Célia Nunes. (2008). Família e o processo de diferenciação na perspectiva de Murray Bowen: um estudo de caso. Psicologia USP, 19(2), 181-197. Recuperado em 14 de novembro de 2023, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-51772008000200005&lng=pt&tlng=pt.

Monteiro, S., Tavares, J., & Pereira, A. (2018). Adultez emergente: na fronteira entre a adolescência e a adultez. Revista @mbienteeducação, 2(1), 129–137. https://doi.org/10.26843/v2.n1.2009.545.p129 - 137

Nichols, M. & Schwartz, R. Terapia Familiar: Conceitos e Métodos. 7ª Edição. Porto Alegre: ARTMED, 2007.

Osorio, L. et al. (2009). Manual de Terapia Familiar. São Paulo: Artmed Editora S.A.

Otto, Ana Flávia Nascimento, & Ribeiro, Maria Alexina. (2020). Contribuições de Murray Bowen à terapia familiar sistêmica. Pensando famílias, 24(1), 79-95. Recuperado em 14 de novembro de 2023, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-494X2020000100007&lng=pt&tlng=pt.

Papalia, D. &Feldman, R. (2013). Desenvolvimento Humano. 12ª Edição. São Paulo: AMGH Editora Ltda.

Pellegrini, Priscila Gasperin, Silva, Isabela Machado da, Barreto, Monica, & Crepaldi, Maria Aparecida. (2015). Diferenciação do adulto jovem: um estudo de caso em atendimento familiar. Pensando famílias, 19(1), 114-129. Recuperado em 14 de novembro de 2023, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-494X2015000100010&lng=pt&tlng=pt.

Pereira, A. S., Willhelm, A. R., Koller, S. H., & Almeida, R. M. M. de. (2018). Fatores de risco e proteção para tentativa de suicídio na adultez emergente. Ciência & Saúde Coletiva, 23(11), 3767–3777. https://doi.org/10.1590/1413-812320182311.29112016

Prioste, Ana, Tavares, Petra, & Magalhães, Eunice. (2019). Tipologias de funcionamento familiar: Do desenvolvimento identitário à perturbação emocional na adolescência e adultez emergente. Análise Psicológica, 37(2), 173-192. https://doi.org/10.14417/ap.1534

Rambo, M.; Hentges, C. E.; Löeblein, F. G.; Pando, L. B.; Klockner, M. I. B. & Bertoldo, L. T. M. (2018). Uma Nova configuração familiar. Perspectivas em Psicologia, 22 (1), 13.

Silveira, P. G., & Wagner, A. (2006). Ninho cheio: a permanência do adulto jovem em sua família de origem. Estudos De Psicologia (campinas), 23(4), 441–453. https://doi.org/10.1590/S0103-166X2006000400012

Vieira, Ana Caroline Sari, & Rava, Paula Grazziotin Silveira. (2010). Ninho cheio: uma nova etapa do ciclo vital familiar? Barbaroi, (33), 118-134. Recuperado em 14 de novembro de 2023, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-65782010000200008&lng=pt&tlng=pt.

Vieira, Ana Caroline Sari, & Rava, Paula Grazziotin Silveira. (2012). Ninho cheio: perspectivas de pais e filhos. Psicologia: teoria e prática, 14(1), 84-96. Recuperado em 14 de novembro de 2023, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-36872012000100007&lng=pt&tlng=pt.

Walsh, F. (2016). Processos Normativos da Família: Diversidade e Complexidade. 4ª Edição. Porto Alegre, ARTMED.

Publicado

2026-05-13

Edição

Seção

Artigos