Redin - Revista Educacional Interdisciplinar
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<p dir="ltr">A <strong>Redin</strong> é uma publicação científica eletrônica das Faculdades Integradas de Taquara (Faccat). Ela é organizada e editada com apoio do Núcleo de Educação On-line (Neo/Faccat). Seu objetivo é divulgar trabalhos científicos, pesquisas empíricas, relatos de experiências, objetos de aprendizagem e resenhas de livros relacionados às áreas de Educação, Ensino, Tecnologias da Informação e Comunicação (online, híbrido e presencial), Inovação em sala aula e Interdisciplinaridade que impactam a Sociedade (ISSN: 2594-4576). A Redin está avaliada com<strong> </strong><strong>Qualis A4 </strong>(quadriênio 2017-2020, última atualização Plataforma Sucupira - CAPES).</p> <p dir="ltr"><strong>*********************************************** <br /></strong><strong>- As submissões de artigos estão encerradas temporariamente. Solicitamos que <span style="text-decoration: underline;">NÃO</span> sejam enviados trabalhos até novo período de <em>call for papers</em> em 2026 (previsto para abril).<br />*********************************************** <br /><br /></strong></p>Faccatpt-BRRedin - Revista Educacional Interdisciplinar2594-4576Da lógica linear à rede de competências
https://seer.faccat.br/index.php/redin/article/view/4091
<p>Os processos de ensino e de aprendizagem de auditoria governamental ainda se encontram, majoritariamente, vinculados a modelos pedagógicos lineares e cartesianamente estruturados, o que não contempla as transformações das tecnologias digitais e as exigências contemporâneas do mercado de trabalho. A partir desse desalinhamento, a pesquisa problematizou a ausência de integração entre as competências, e assim evidencia a fragmentação e estagnação dos quadros de referência tradicionais. Com base no Paradigma da Educação OnLIFE e no conceito de hiperinteligências, realizou-se uma análise das competências descritas nos referenciais do Instituto Rui Barbosa e do Instituto dos Auditores Internos. Destacaram-se lacunas na abordagem das competências digitais e na interconexão das competências. Este estudo propôs uma rede de competências tridimensional, conectiva e inventiva, na qual competências técnicas, comportamentais e digitais se articulam em ecossistemas formativos compostos por humanos e não humanos. Ainda, apresentou-se uma concepção diferenciada para a formação e para o desenvolvimento de competências em auditoria governamental.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Auditoria Governamental; Educação OnLIFE; Hiperinteligências; Rede de Competências; Competências Digitais.</p>Lindomar Júnior Fonseca AlvesCarlos Alberto DiehlEliane Schlemmer
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2026-01-072026-01-07142117Coautores sintéticos
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<p>Este artigo analisa a qualidade conceitual e a adesão aos princípios da Educação OnLIFE em planos de aula de Biologia para o Ensino Médio gerados por dois modelos de linguagem multimodal (ChatGPT-4o e Gemini 2.5 Flash). O estudo parte do reconhecimento de que hiperinteligências já atuam como coautoras sintéticas no planejamento docente, tensionando noções de autoria, curadoria e escolarização. Foi usada uma abordagem mista (quantitativa e qualitativa), para analisar os 52 planos de aula gerados por IAG, que foram avaliados por docentes especialistas a partir de uma rubrica de cinco dimensões: exatidão conceitual, complexidade cognitiva, interdisciplinaridade, alinhamento OnLIFE e coerência com a BNCC. Os resultados revelam desempenho excelente geral (M = 3,86), com destaque para a precisão conceitual e conformidade curricular, mas evidenciaram lacunas em interdisciplinaridade e acessibilidade. Conclui-se que, embora promissoras, as IAGs requerem mediação crítica para evitar a reprodução de lógicas disciplinocêntricas e tecnocráticas. O artigo propõe que a integração ativa entre docentes e LLMs, por meio de práticas de co-design, seja prioridade na formação e em futuras pesquisas empíricas em sala de aula.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Educação OnLIFE; Inteligência Artificial Generativa; Coautoria sintética; Ensino de Biologia; Planejamento docente.</p>Ricardo MacielAna Amélia Amorim Carvalho
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2026-01-072026-01-071421837O discurso jornalístico sobre inteligência artificial na educação
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<p>As inteligências artificiais têm ganhado destaque e relevância crescente em diversas áreas, incluindo a educação. Contudo, sua implementação nesse contexto é marcada por discursos diversos, o que exige uma análise acerca dos aspectos ideológicos presentes na construção desses discursos. Isso posto, este artigo tem como objetivo analisar, a partir de um corpus formado por duas matérias jornalísticas, como se produzem apagamentos e evidências sobre a escola brasileira nos discursos acerca da IA e da educação no discurso jornalístico. Para tanto, partimos da Análise do Discurso como referencial teórico-metodológico, com base, principalmente, nas contribuições de Pêcheux (1993) e Orlandi (2006; 2013). Os resultados indicam que as matérias selecionadas materializam aspectos históricos, sociais, políticos e tecnológicos envolvidos na construção do discurso sobre a chegada da IA no ambiente escolar. A análise mostra que a IA não necessariamente chega na escola como uma inovação disruptiva, mas, por vezes, como uma tecnologia que reforça estruturas já existentes e que aprofunda desigualdades educacionais e acentua discrepâncias no acesso a recursos e oportunidades.</p>Lucas Alves SelhorstThomas FalconiRômulo Albuquerque
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2026-01-072026-01-071423853Inteligência artificial na formação docente em Ciências:
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<p>Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) vem ganhando espaço na educação, especialmente por facilitar práticas mais interativas e centradas no estudante. No contexto da formação de professores de Ciências no ensino superior, sua aplicação representa uma oportunidade relevante para o desenvolvimento de competências digitais e informacionais. Com base em uma revisão de estudos recentes, buscamos compreender de que forma a IA tem sido incorporada à formação docente e quais impactos isso pode ter no cotidiano das práticas pedagógicas. A análise dos estudos revela que a utilização da IA na educação não se limita ao uso de ferramentas tecnológicas, envolvendo a ressignificação dos papéis do professor e do estudante, com foco em processos de aprendizagem mais autônomos, críticos e colaborativos. Quando acompanhada de uma formação continuada bem estruturada, a inserção da IA nas práticas docentes tende a ser mais reflexiva e efetiva. Os estudos analisados evidenciam lacunas na formação docente quanto ao uso crítico da IA, sugerindo caminhos formativos híbridos, ainda pouco explorados na literatura, como alternativa para qualificar o processo.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Inteligência artificial; Formação docente; Ensino das Ciências; Competências digitais; Competência em informação.</p>Joelson Monte dos Santos
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2026-01-072026-01-071425466Oficina de Escrita Criativa na perspectiva do Paradigma da Educação OnLIFE
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<p>O Paradigma da Educação OnLIFE apresenta possibilidades de novas experimentações nos processos de aprendizagem. As experiências de formação acontecem em diferentes territórios e passam a ocorrer descentralizados, hibridizando diferentes espaços. Este artigo apresenta uma experiência educativa desenvolvida na cidade de Dois Irmãos (RS), durante a realização da Oficina de Escrita Criativa vivenciada em espaços públicos, culturais e ambientes virtuais. Traz temas como a ficção e a estética a partir dos estudos teóricos de David Lodge (1992)<strong>.</strong> Aborda a Educação Onlife, segundo Floridi (2015) e Bateson (2006), bem como o paradigma da Educação OnLIFE, conforme Schlemmer e Moreira (2024)<strong>,</strong> articulando com a ideia de desescolarização formulada por Illich (1985). Discute a desescolarização e a crítica à forma escolar tradicional. Apresenta como metodologias a revisão bibliográfica para a articulação dos temas escolhidos, conforme Gil, A. C. (2008), e da prática do método cartográfico de pesquisa intervenção conforme Passos, E.; Kastrup, V.; Escóssia (2009), permitindo uma flexibilidade para a composição da experiência educativa. Apresenta como resultados o rompimento da centralidade da instituição escolar como único local legítimo da aprendizagem, dando espaço a novas reflexões.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>OnLIFE; Desescolarização; Práticas; Escrita Criativa.</p>Raul Souza NunesJose da Silva Nunes
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2026-01-072026-01-071426777O profeta de Cuernavaca
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<p>Este artigo explora as ideias visionárias de Ivan Illich sobre as redes de aprendizagem, analisando-as no contexto atual do ensino híbrido. O objetivo foi compreender o conceito illichiano de redes e traçar um paralelo entre sua visão e as possibilidades digitais contemporâneas. A importância da discussão reside na antecipação de Illich a movimentos educacionais, cujas críticas à escolarização compulsória ressoam na reconfiguração da escola pelas Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). As principais ideias abordam a biografia de Illich, sua crítica à escola como instituição que gera dependência e alienação, sua complexa relação com Paulo Freire, e suas redes de aprendizagem, que incluem acesso a objetos educacionais, intercâmbio de habilidades, encontro de colegas e consulta a educadores, promovendo a aprendizagem autônoma fora do monopólio escolar. O trabalho conclui que o ensino híbrido, apesar de ainda estar atrelado à escola, incorpora princípios illichianos como colaboração, metodologias ativas e flexibilidade. As comunidades virtuais de aprendizagem, facilitadas pelas TDIC, representam uma materialização parcial da utopia de Illich, indicando uma transformação da escola para um modelo mais conectado e flexível.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Desescolarização; Comunidades virtuais; Ecologias digitais; Educação híbrida; Pedagogia libertária.</p>Danilo Augusto DiasDaniel Mill
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2026-01-072026-01-071427897Práticas docentes inovadoras no pós-ensino remoto emergencial como indícios de desescolarização em tempos de ciberinteligência
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<p>No contexto pós-Ensino Remoto Emergencial, faz-se relevante investigar em que medida práticas docentes inovadoras em Imperatriz–MA revelam indícios de desescolarização cognitiva e reconfiguração dos ambientes formativos em tempos de ciberinteligência. Com esse objetivo, esta pesquisa de abordagem mista, com ênfase qualitativa, analisou 46 questionários semiestruturados, buscando compreender como tais mudanças se manifestam no cotidiano escolar. O estudo apoia-se em referenciais como Illich (1982), Morin (2000), Bateson (2000), Bandura (2008) e Schlemmer (2020), articulando discussões que perpassam a desescolarização, inteligência onlife e educação para complexidade. Os resultados apontam uma tensão entre as inovações efetivamente aplicadas e o imaginário quanto ao uso das tecnologias. Paralelo a isso, são evidenciadas barreiras institucionais que dificultam a consolidação dessas práticas. Embora embrionário, esse movimento indica uma reorganização que tem potencial de transformar as práticas docentes, em sintonia com os desafios contemporâneos.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Práticas docentes inovadoras; Desescolarização; Ciberinteligência; Ensino Remoto Emergencial: Inteligência onlife.</p>Camilla Grazielly Rego de SousaKéssia Mileny De Paulo Moura
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2026-01-072026-01-0714298111Escolarização aberta e desescolarização na relação com as tecnologias digitais
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<p>A Escolarização Aberta e a Desescolarização ganham destaque no debate educacional atual, marcado por transformações digitais e desafios globais. Este artigo busca compreender como a Escolarização Aberta e a Desescolarização na Educação Básica (EB) têm sido abordadas na literatura, bem como analisar de que forma as tecnologias digitais (TD) estão presentes nesses movimentos, através de uma Revisão Sistemática da Literatura pelos descritores: “escolarização aberta”, “desescolarização”, “tecnologia digital” e “Educação Básica”, em português e inglês, entre 2015-2025. Selecionaram-se 5 artigos que orientaram a análise das questões: O que é compreendido como Escolarização Aberta e Desescolarização na EB? Como as TD estão presentes nesses contextos? Quais as potencialidades e os desafios desses movimentos? Os resultados indicam que a Escolarização Aberta busca reconfigurar a escola, expandindo suas fronteiras e integrando aprendizagens não formais. Já a Desescolarização defende trajetórias autônomas, como o homeschooling, priorizando aprendizagens não institucionalizadas. Nela, as TD têm caráter individualizado e servem ao acesso à informação fora da escola e, na Escolarização Aberta, as TD promovem colaboração e cocriação, aproximando-se do Paradigma da Educação OnLIFE.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Escolarização aberta, Desescolarização, Tecnologias digitais, Paradigma da Educação OnLIFE.</p>Mariáh Marina Lopes FigueiróLuiza Vitória de Abreu SchellEliane Schlemmer
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2026-01-072026-01-07142112130