Theatro São Pedro: desenvolvimento cultural de um bem simbólico de Porto Alegre

Renata Dellamea Ferraz

Resumo


O equilíbrio financeiro do Theatro São Pedro, após sua reinauguração nos anos 1980, sempre foi um fator importante para seus gestores equacionarem, principalmente, quando suas despesas crescentes ultrapassavam suas receitas. Nesse sentido, o objetivo geral do artigo é analisar a gestão do Theatro São Pedro[1] visando mostrar de que forma a Fundação Teatro São Pedro[2] e a Associação dos Amigos do Theatro São Pedro[3]conseguiram administrar o local a fim de garantir a continuidade de suas atividades. Os resultados apontaram para um modelo de gestão híbrido, público e privado, que possibilita manter e expandir sua infra-estrutura, garantindo uma diversidade cultural intensa nas áreas de seu complexo.

[1] O presente artigo se refere a uma parte da tese que está sendo desenvolvida pela doutoranda.

[2] Escreve-se Fundação Estadual Teatro São Pedro, ou seja, a palavra “Teatro” conforme a lei de criação da Fundação não inclui a letra “h”, seguindo a regra ortográfica.

[3] Pela regra ortográfica a palavra “teatro”, substantivo comum masculino, se escreve sem a letra “h”. Por uma decisão de imagem, a Associação Amigos do Theatro São Pedro adotou a escrita com a letra “h”. Nesse sentido, quando o texto se referir ao teatro como substantivo se escreverá sem a letra “h”, e quando se referir o nome próprio se escreverá com a letra “h”.

 


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DOI: https://doi.org/10.26767/coloquio.v16i2.1160

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