Gestão estratégica de pessoas em organizações cooperativas de saúde: estudo de caso múltiplo

Andressa Soares dos Santos, Roberto Tadeu Ramos Morais

Resumo


Oscilações e variações no mercado provocam reflexos negativos nas organizações, de tal modo que, para sobreviverem, devem investir a fim de se manter competitivas. Muito se fala sobre qual é o investimento necessário para o crescimento da organização; atualmente, o grande diferencial de sucesso é o investimento no capital intelectual. Promovendo programas de aperfeiçoamento e motivacionais, a busca pelos objetivos torna-se mais viável, valorizando, dessa forma, as pessoas. Em vista disso, este artigo tem por objetivo analisar a gestão estratégica de pessoas em cooperativas de saúde, como alternativa de fortalecimento do desempenho organizacional, a partir do estudo do modelo de múltiplos papéis de Ulrich (2000). Para tanto, foram utilizados autores como Ulrich (2000), Marras (2005), Albuquerque (1999), Pinho (1977), Schneider (1999), entre outros. Quanto aos procedimentos metodológicos, esta pesquisa caracteriza-se por ser bibliográfico, comum estudo de caso múltiplo-exploratório, e utilizar-se do método misto (qualitativo e quantitativo). Os dados foram coletados através de entrevistas com gestores e questionários aplicados a colaboradores. Através desta pesquisa, procurou-se verificar se as cooperativas estudadas adotam estratégias de gestão de pessoas. Os resultados apontam para a importância das capacidades genéricas de Ulrich (2000), mudança, eficiência administrativa, clareza estratégica e capital intelectual, atuarem em conjunto para obter o fortalecimento do desempenho organizacional. Conclui-se que as cooperativas estudadas possuem uma gestão estratégica de pessoas atuante, voltada para alcançar os objetivos da organização, na busca pelo diferencial competitivo.

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